Quando escreves, eu apreendo teus
pensamentos; quando falas, eles sempre parecem aves, a voar na direção
contrária. Talvez porque, como eu, tu te ajeites melhor com a palavra escrita.
Ler-te é como dedilhar as cordas de uma guitarra: junto os acordes, os sons,
até descobrir-te, música inteira. Assim, lendo-te, eu te ouço enquanto te
calas. E como é fluente esse teu silêncio!
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