sábado, 31 de agosto de 2013
Eu falo
Quando te escondes em teus pensamentos e tento desvendar-te a alma, esbarro em uma porta fechada. Guarda-te do mundo e de mim. Queria apenas estender-te a mão nas tuas horas de angústia e silêncio e abraçar a tua alma, guardando-a no meu regaço, até que aprendesses os mistérios do mundo.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Sobre ela:
E
todas as noites lhe pareciam a extensão de uma só: a noite infinita de seu
silêncio. Nessa noite, bordou seus sonhos e desejos, seus diálogos densos com o
infinito e, ensimesmada, trançou os pensamentos em sua solidão.
sábado, 15 de junho de 2013
Eu falo
E hoje eras apenas silêncio. Silêncio que me doía mais do que qualquer palavra, porque me colocava abaixo de qualquer possível consideração. Silêncio que apagava todos os traços do nosso desejo, da minha ânsia em buscar-te e da tua ânsia em encontrar-me. Tudo, repentinamente, tornou-se apenas o vazio.
domingo, 9 de junho de 2013
Tu falas
Desvio meus olhos porque eles falam. E, se falam, me traem. Desvelo-te a alma, meus medos e segredos; revelo-te o desejo que me traz acorrentado. E ainda assim meus olhos te procuram. Diálogo mudo, entre o teu eu e o meu.
sábado, 1 de junho de 2013
Eu falo...
Quando escreves, eu apreendo teus
pensamentos; quando falas, eles sempre parecem aves, a voar na direção
contrária. Talvez porque, como eu, tu te ajeites melhor com a palavra escrita.
Ler-te é como dedilhar as cordas de uma guitarra: junto os acordes, os sons,
até descobrir-te, música inteira. Assim, lendo-te, eu te ouço enquanto te
calas. E como é fluente esse teu silêncio!
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